Tuberculose é tema de palestra na UBS São José

29 Jan 2019

A manhã desta terça-feira (29) foi de aprendizado para os pacientes da Unidade Básica de Saúde (UBS) do São José. A médica Kátia Maria Aragão Franco, especialista em medicina da família e comunidade, falou com aos munícipes sobre tuberculose.

Durante o encontro, a profissional destacou que a doença é uma das mais antigas da humanidade, causada pelo Mycobacterium tuberculosis, ou bacilo de Koch. "A doença ataca principalmente os pulmões, mas também pode atingir outros órgãos", ressaltou.

Imunidade baixa é uma das portas de entradas para a doença. Pessoas com HIV, por exemplo, têm mais chances de contrair tuberculose.

De acordo com a médica, no Brasil são registrados 70 mil novos casos da doença, além de 4.600 mortes por tuberculose por ano. "Trata-se de uma doença infectocontagiosa e a transmissão acontece pelo ar, por meio da tosse e do espirro de uma pessoa infectada. As partículas ficam no ar e podem ser inaladas e assim a pessoa é infectada."

Entre os principais sintomas está febre baixa, geralmente no final da tarde, tosse com ou sem escarro por mais de três semanas, suor noturno, emagrecimento e falta de apetite.

Ao constatar esses sintomas, o paciente deve procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Os exames mais comuns são o de escarro e a radiografia do tórax para o diagnóstico da forma pulmonar. Se a doença estiver em outros órgãos, é necessário realizar outros testes. "A tuberculose tem cura e o tratamento gratuito é feito pelo SUS. São seis meses de medicamentos e, a partir de 15 dias da primeira dose a pessoa já não é mais transmissora. No entanto, vale lembrar que o tratamento não pode ser abandonado, pois a doença volta com o vírus ainda mais resistente."

Para evitar a doença é necessário manter-se em ambientes arejados, com muita entrada de sol para diminuir a circulação do bacilo. Além disso, uma alimentação saudável é ideal para manter a imunidade em dia.  

INFECÇÃO LATENTE De acordo com a médica, é possível ter o bacilo da tuberculose sem estar doente. Neste caso, a pessoa tem a chamada 'infecção latente', que é silenciosa e sem sintomas. Nessa situação não ocorre a transmissão. No entanto, o tratamento da infecção latente evita que ela se transforme na tuberculose ativa. Toda pessoa que vive com HIV deve fazer a prova tuberculínica.

MAIS  A médica Kátia Maria Aragão Franco, especialista em medicina da família e comunidade, faz parte do programa Mais Médicos. Segundo ela, a proposta é levar todas as terças-feiras um novo tema à Unidade Básica. "Conhecimento é poder. É muito importante que sejamos todos multiplicadores. Nosso objetivo é tornar a população um agente de saúde, que leva informações aos parentes e amigos."


     

Assessoria de Imprensa

Departamento de Comunicação de Campo Limpo Paulista

deixe um comentário